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QUARTO AZUL

  Yves Klein carimbou peitos e bundas com o tom de azul que leva seu nome, mas muito antes de conhecer a tal performance, ganhei junto com a Teresa, minha irmã, um quarto com teto colorido desta cor hipnotizante, em pó xadrez, pintado pelo nosso pai, com direito a constelação de  star fix  fosforescente quando a luz apagava. Mil e uma noites admirando aquela via láctea particular emoldurada pela fita crepe nas arestas do teto com as paredes, para não borrar a tinta, mas que nunca foi tirada, até perder a cola. Imperfeições do perfeccionista. Acho que foi daí que comecei a dormir de barriga para cima, como uma mortinha viva,  hábito que carrego até hoje, e vitando as rugas. Era uma beliche e, como irmã mais velha, eu era dona da cama de cima, com a vista privilegiada bem perto do céu. Toda noite caía no sonho, mergulhando no azul. E meu pai não parou por aí, fez o décor surpresa para as suas meninas enquanto passamos um dia fora passeando. Montou prateleiras com mão francesa acima da es

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